quarta-feira, 2 de março de 2011

horas

Horas que nascem, horas que morrem, horas que passam, hora de coisas que camsam. Porquê querer alcançar mais, porquê esperer mais do mundo.

2 comentários:

  1. AS HORAS PELA ALAMEDA

    As horas pela alameda
    Arrastam vestes de seda,

    Vestes de seda sonhada
    Pela alameda alongada

    Sob o azular do luar...
    E ouve-se no ar a expirar -

    A expirar mas nunca expira -
    Uma flauta que delira,

    Que é mais a idéia de ouvi-la
    Que ouvi-la quase tranquila

    Pelo ar a ondear e a ir...
    Silêncio a tremeluzir...

    Fernando Pessoa

    Pois é Nicola muito se pode dizer sobre as horas.
    As que nos são alegres e as que nos são tristes, as que nos entusiasmam as que nos desiludem, as de amor e as de raiva, mas todas, mesmo todas, se vão. Não há horas que fiquem.
    Beijinho

    José Bento

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  2. Sou a hora desesperada e nua.
    E os minutos simplesmente passam.
    Barulhentos.
    Os minutos me atravessam.
    Violentos.
    E simplesmente passam.
    Os minutos me trespassam.

    LAURA LIMP

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