Sob o azular do luar... E ouve-se no ar a expirar -
A expirar mas nunca expira - Uma flauta que delira,
Que é mais a idéia de ouvi-la Que ouvi-la quase tranquila
Pelo ar a ondear e a ir... Silêncio a tremeluzir...
Fernando Pessoa
Pois é Nicola muito se pode dizer sobre as horas. As que nos são alegres e as que nos são tristes, as que nos entusiasmam as que nos desiludem, as de amor e as de raiva, mas todas, mesmo todas, se vão. Não há horas que fiquem. Beijinho
Sou a hora desesperada e nua. E os minutos simplesmente passam. Barulhentos. Os minutos me atravessam. Violentos. E simplesmente passam. Os minutos me trespassam.
AS HORAS PELA ALAMEDA
ResponderEliminarAs horas pela alameda
Arrastam vestes de seda,
Vestes de seda sonhada
Pela alameda alongada
Sob o azular do luar...
E ouve-se no ar a expirar -
A expirar mas nunca expira -
Uma flauta que delira,
Que é mais a idéia de ouvi-la
Que ouvi-la quase tranquila
Pelo ar a ondear e a ir...
Silêncio a tremeluzir...
Fernando Pessoa
Pois é Nicola muito se pode dizer sobre as horas.
As que nos são alegres e as que nos são tristes, as que nos entusiasmam as que nos desiludem, as de amor e as de raiva, mas todas, mesmo todas, se vão. Não há horas que fiquem.
Beijinho
José Bento
Sou a hora desesperada e nua.
ResponderEliminarE os minutos simplesmente passam.
Barulhentos.
Os minutos me atravessam.
Violentos.
E simplesmente passam.
Os minutos me trespassam.
LAURA LIMP