terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Margaridas

As maragaridas acompanham um homem que transporta o cadáver de uma mulher.
Quis-te tanto que gostei de mim
Tu eras o que não serás sem mim
Vivias de eu viver em ti
E mataste a vida que te dei
Por não seres como eu te queria
Eu vivia em ti o que em ti eu via
E aquela que não será sem mim
Tu viste-a como eu
E talvez para ti também
A única mulher que eu vi.

( ALMADA NEGREIROS )
a

2 comentários:

  1. És o único responsável pela dualidade
    Confrontando-te com as tuas próprias contradições
    Deixas de afirmar um bem absoluto
    Frequentemente confundido com o teu interesse pessoal.

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  2. Nicola

    Às vezes é difícil conseguir um comentário para as tuas escolhas porque, conhecendo-te, não sei bem onde queres chegar.
    Sei que tens uma mensagem implícita neste poema, que é difícil e vem de um autor ainda mais difícil, mas não consigo vê-la.
    Deixo o meu apreço.
    Beijinho

    José Bento

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